segunda-feira, 19 de maio de 2008

Cultura? O que é isto? "Vixe" esqueci!

Atualmente, as pessoas estão a pensar que cultura é aquilo que alguns possuem e outros não possuem. É comum você ver alguém falar: " Aquele moço tem cultura", "É culto", pensando que cultura é conhecimento elitizado, mal sabem eles que também vivem uma cultura, respiram uma cultura, são uma cultura, até mesmo vivem mais de uma cultura.

Cultura, é o ambiente que você cresceu, é aquilo que pensas, aquilo que comes, por exemplo, o fato da religião cristã comer no natal o peru, é um sinal de que a cultura deles está sendo exercida, até mesmo o fato de estarem comemorando o natal. Outro exemplo, o baiano em relação, cultura comida, tem como um sinal muito forte dela, a acarajé, o abará.

Existem várias culturas ao redor desse vasto planeta, até mesmo conflitos entre elas que causam várias mortes, caso de Israel e Palestina. O importante é saber conviver com as diferenças culturais existentes num mesmo espaço, ou próximo. Quantas vezes nos pegamos em mais um momento de "fuxicos"( que também faz parte da cultura), falando e criticando o outro que não vai a igreja, debochando do pastor da hora do descarrego. É claro que não somos obrigados a aceitá-las, mas há de se ter o respeito por elas. Sabemos que essas divergentes culturas são tão importantes para os adpetos quanto para nós, possuidores de cultura peculiar. Isto é tão importante, pois a cultura que vives, é a verdade que respiras, os planos de vida geralmente são contruídos com vista na cultura própria, estudar, passar no vestibular, contruir uma carreira sólida e estável, namorar e ser fiel, casar e ter filhos, reunir a família em datas comemorativas em relação a sua cultura, tudo isso é contruído através dela.Sua cultura é a sua verdade, o seu jeito de viver, o seu conforto.

Para mim, a cultura às vezes se mostra burra, pois é quase que uma unânimidade de um grupo de pessoas. É difícil romper as tradições impostas por uma cultura, apresentar uma inovação, chega a ser uma blasfêmia. É verdade que existem pessoas que não conseguem se adequar a cultura imposta por seu convívio, mas é muito mais difícil para estes, quebrar essas barreiras. Como citado em sala de aula, foi necessário que milhares de mulheres se juntassem para fazer frente a cultura machista da época. Percebe-se então,que não é tão fácil impôr algo a uma cultura.

Nós como historiadores, não podemos deixar que certas culturas não valorizadas sejam apagadas dos pensamentos das pessoas. Toda cultura tem que ser valorizada, e respeitada. Só porque não nos agrada as tradições de certa cultura, não siguinifica que devemos menosprezá-las. Negros, índios, brancos, pardos, sergipanos, brasileiros, aracajuanos, etc.. Todos devem ser lembrados por nós e merecem nossa atenção.

Viva sua cultura!


Aracaju, 19 de maio de 2008

Pela possibilidade de uma nova história “dos outros”.

Essa postagem estará se referindo ao 1º texto lido por mim com relação a aula de temas de sergipe I enquanto aluno da Universidade Federal de Sergipe do curso história licenciatura. Vamos lá então.

O texto supracitado se refere, no meu ponto de vista, a maneira de que historiadores têm estudado alguns personagens da nossa cultura e como tem sido repassado para a população. è observável e notável que os historiadores sergipanos tem se referido aos personagens do nosso estado com um certo saudosismo e uma errônea glorificação, na maioria dos seus casos. Nâo conseguimos obeservar mais personagens que tenham errado, tenham defeitos, tenham realmente feito algo que não fosse glorioso. Os estudiosos, jornalistas, de acordo de seu ponto de vista da história, enaltecem as qualidades das pessoas estudadas de um modo tão desproporcional que aparenta uma conotação de mentira, por exemplo, a senhora Maria Virgínia Franco, a D. Gina, esposa do ex-governador Augusto Franco, no artigo assinado por Carlos Rodrigues Porto da Cruz, comenta somente as virtudes dessa mulher e praticamente a santifica por ter agido de um modo racional e solidário, como penso que deve ser para todos de uma sociedade, ele chega a compará-la com um anjo da guarda, de acordo com a religião católica.

A verdade é, sofremos hoje com a falta de valorização de várias figuras importantes para a nossa história, como o índio de Sergipe, o negro que aqui viveu, o vendedor de picolé que sustenta uma entidade voltada para crianças com necessidades, a faxineira de sua casa, que é um retrato cru e leal da realidade do que é um cidadão brasileiro em sua essência, e ainda continuamos a supervalorizar as pessoas que realmente foram importantes, mas que não podem ser o alvo único de estudos.

Vivemos numa cultura na qual a necessidade de um bode espiatório é uma premissa, sempre haverá um culpado, pois é, eu que estou ineserido nessa cultura, digo que o culpado de os estudiosos somente publicarem obras sobre pessoas ilurtres e "Massantes" da História, artigos e sempre as glorifiquem, é o povo. Sim, o povo, penso eu que o mundo gira em torno do dinheiro, e que isso acaba por influenciar nas escolhas dos historiadores, jornalistas e permitiram desta maneira, que estes se acomodassem com tal situação e não tentassem trabalhar outras figuras tão importantes quanto as rotineiramente citadas. Esses profissionais têm como intuito, a vontade de vender livros e ganhar dinheiro, em sua grande maioria, e sabem que a população não recebe com bons olhos a crítica, a citação de defeitos, de conflitos. As pessoas querem ler sobre heróis, intocáveis, que não erram, cometem apenas equívocos, e por isso é muito mais fácil e produtivo( financeiramente) para um profissional, falar sobre Tobias Barreto e apenas demostrar suas qualidades. A partir do momento que os " cidadãos" cobrarem uma postura mais imparcial e mais próxima da verdade, para que parem de mitificarem personagens comuns, nossa cultura se enriquecerá e desabrochará, porque existem vários temas e pessoas que não chegam a ser explorados, aprofundados e principalmente conhecidos, divulgados para massa pensante.

Fica meu recado. Se pergunte sempre o porque, não deixem que tantos personagens históricos tão ricos ,culturalmente falando, sejam se quer divulgados por nós, futuros historiadores e licenciados, nós possuímos a obrigação de reviver também o não vivido por muitos.

Abraço apertado.